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Neurobranding. Ciência, posicionamento de marca e negócio.

Neurobranding. Ciência, posicionamento de marca e negócio – Por André Cruz diretor de Estratégia da ACDI Neurobranding.


“O maior inimigo do conhecimento não é a ignorância, mas, sim, a ilusão da verdade”, Stephen Hawking.


“A verdadeira venda não acontece nas lojas ou nos sites, ela acontece no cérebro do consumidor, por isso, é a mente do consumidor que precisamos
entender se desejamos ter um negócio de sucesso.”


Se queremos falar de marca, precisamos primeiro entender o ser humano. E o melhor local para se estudar o ser humano é na nossa própria mente, fazendo uma análise completa de nós mesmos. Quando conseguirmos nos conhecer perfeitamente – se é que conseguiremos –, saberemos também muito sobre os outros.


E, claro, o estudo da história do ser humano. Nossos rastros. Nosso DNA. Nosso ser mais inconsciente e extremamente presente.


Os sentimentos são capazes de influenciar diretamente as nossas decisões. Para alcançar o consumidor, é necessário entender o que ele pensa.


Entender o que se passa na mente das pessoas não é uma tarefa simples e, por isso, é preciso unir diferentes estratégias para compreender  corretamente o  comportamento humano.


Importante entender que, na Revolução Agrícola e criação de assentamentos permanentes, novos hábitos se moldaram em todas as esferas. E somente 500 anos atrás, aconteceu a Revolução Científica, e somente há 200 anos a Revolução industrial.


Esse breve histórico do ser humano diz muito de quem somos, como fazemos e por que pensamos de determinada forma. O que pensamos e não falamos, o que sentimos e não expressamos. Somos fruto dessa história. E essa memória de todos esses fatos está presente em nosso DNA, queiramos ou não!


Nossa genética diz como somos; e nossa experiência, quem somos.


A inovação nos negócios não trata somente de acertar o timing do mercado, mas criar algo que satisfaça uma necessidade sentimental não atendida. As pessoas são motivadas por sentimentos que são ativados com estímulos que resgatam na memória as lembranças afetivas, evolutivas e experiências ao longo da vida. Para inovar com foco em resultado é necessário compreender o cérebro e o coração das pessoas, e trabalhar o business focado em atender necessidades humanas.


Além da inteligência de dados nas empresas, compreender o comportamento do consumidor, seus hábitos de consumo, padrões, emoções, decisões, preferências e sua jornada de decisão. É necessário entender o que ele pensa. A força de uma marca está diretamente relacionada à capacidade que ela
tem de criar memória na mente das pessoas por meio de experiências que criem conexões emocionais. E, claro, sempre tendo em vista a ética e a moral.


As emoções e a neurociência



Determinados estímulos, incluindo alguns pensamentos, provocam alterações no corpo, ou seja, as emoções apresentam reações fisiológicas a estímulos concebidos para que o ser humano se afaste do perigo e/ou se aproxime da recompensa.



Os cientistas descobriram que 90% do nosso comportamento é impulsionado por processos sensoriais na mente inconsciente e emocional. Se uma marca quer resultado duradouro, se um produto quer ter mais vendas na gôndola, eles precisam se conectar emocionalmente às pessoas. A marca precisa ser memorável.


Quantas vezes não enganamos nosso cérebro falando que determinado produto, que é mais caro ou de que não necessariamente precisamos, nos será útil, nos trará mais visibilidade, nos tornará mais atraente, ou mais cool e nos convencemos a comprá-lo? Inconscientemente a compra já estava feita, nós somente a justificamos racionalmente para nós mesmos.
As emoções são provocadas por estímulos que vão desencadear um conjunto coordenado de respostas de ordem verbal, neurológica, comportamental e fisiológica.


O papel da neurociência é investigar o processo de como o cérebro aprende e lembra, como reage às recompensas, às punições, ao que vê, sente, às cores, aromas, imagens etc., com a finalidade de estabelecer relações entre o cérebro, aprendizagem, emoção, reações e consumo.


Ou seja, são os estímulos que fazem toda a diferença em nosso comportamento, decisões, avaliações e julgamento, entre outros.


E a marca onde entra? Em tudo!!!!


Marcas fortes e memoráveis são aquelas que as pessoas sentem falta. Sem memória, não há marca. Para os negócios, construir memória de marca é, mais do que nunca, uma questão de sobrevivência, pois sabemos que os sentimentos influenciam diretamente as nossas decisões.


Neurobranding se concentra no “quadro completo”, a marca, o conceito. Em vez de produtos isolados e anúncios, são as emoções vivenciadas em toda a cadeia de valor que formam a marca. O poder do neurobranding começa na força dessas associações com sentimentos e lembranças positivas, para gerar negócios significantes e construir marcas memoráveis.